Deixo-te, um verso, um rabisco
e um desejo...
o misto de uma candura,
a tarde, um sorriso e um afago
nos braços de outra saudade...
Deixo-te um verbo, uma letra
e um beijo...
a essência da minha jura
sem alarde, um suspiro que trago
nos braços da mais pura verdade
Encontro-te no prenúncio de nós
na busca constante do bem
pois nosso desejo é maior
que as juras que ousamos fazer...
Marçal Filho & Lena Ferreira
Minas Gerais/Rio de Janeiro
VERSOS SINTÔNICOS é o resultado da união de almas poéticas em versos entrelaçados. Muitos são os amigos que me deram a honra e o prazer de parceriar. Experiência única e linda, onde um poeta adentra o sentir do outro com tamanha intensidade que tem-se a impressão de que apenas uma pessoa escreveu...Confira.
TANTAS...
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
O SILÊNCIO
O silêncio e a distância
causam rachaduras tais
que meu mundo se devora
famintamente a si mesmo
Engole meus sonhos e mais:
pensamentos e construções
levados por ondas de fogo
Em um mar de desespero e pavor
Faz-me antever os olhos de Hade
Na frieza que impera seu sub-reino
Olhar que traga o resto de luz
que a pobre alma luta por manter
Debato-me; é inútil - bem sei eu
Ao redor, são gritos e mil braços
Agarrando o fino fio de esperança
De ver nascer novamente o sol..
k.chiabotto e Lena Ferreira
causam rachaduras tais
que meu mundo se devora
famintamente a si mesmo
Engole meus sonhos e mais:
pensamentos e construções
levados por ondas de fogo
Em um mar de desespero e pavor
Faz-me antever os olhos de Hade
Na frieza que impera seu sub-reino
Olhar que traga o resto de luz
que a pobre alma luta por manter
Debato-me; é inútil - bem sei eu
Ao redor, são gritos e mil braços
Agarrando o fino fio de esperança
De ver nascer novamente o sol..
k.chiabotto e Lena Ferreira
INCONSTÂNCIAS
Refresquei tuas manias
Nas águas dos sorrisos
E castiguei os paraísos
Mergulhei minhas razões
Nas águas da tua beleza
E castiguei minha certeza
Amordacei tuas palavras
Nas águas dos meus beijos
E castiguei nossos desejos
Acorrentei teus pensamentos
Nas águas da minha lembrança
E castiguei nossa inconstância
(Anorkinda & Lena Ferreira)
Nas águas dos sorrisos
E castiguei os paraísos
Mergulhei minhas razões
Nas águas da tua beleza
E castiguei minha certeza
Amordacei tuas palavras
Nas águas dos meus beijos
E castiguei nossos desejos
Acorrentei teus pensamentos
Nas águas da minha lembrança
E castiguei nossa inconstância
(Anorkinda & Lena Ferreira)
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
POUSA UM VERSO
Pousa sobre o leito um verso
Aquele por mim tão sonhado
Puro, leve, perfeito; imaculado
Capaz de inundar o universo
Verso de rima rara e preciosa
De uma sonoridade indizível
Inspira melodia indescritível
Em nota dissonante maviosa
Verso que traduza a sedução
Tão leve como a pluma a levitar
Que seja como a noite de luar
Cingindo a nota harmônica da canção
Que vista no poema um tom singelo
Um verso que deleite só prazer
E ainda que traduza um só querer
Rimando com amor um mundo belo.
Lena Ferreira & Marçal Filho
Rio / Minas
08/12/2009
Aquele por mim tão sonhado
Puro, leve, perfeito; imaculado
Capaz de inundar o universo
Verso de rima rara e preciosa
De uma sonoridade indizível
Inspira melodia indescritível
Em nota dissonante maviosa
Verso que traduza a sedução
Tão leve como a pluma a levitar
Que seja como a noite de luar
Cingindo a nota harmônica da canção
Que vista no poema um tom singelo
Um verso que deleite só prazer
E ainda que traduza um só querer
Rimando com amor um mundo belo.
Lena Ferreira & Marçal Filho
Rio / Minas
08/12/2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
NÉCTAR
Embriago-me do cheiro
desse néctar perdição
seus florais são meus apelos
nas esquinas da paixão...
Vou assim tal qual menino
com o brinquedo no olhar
sua fragrância embalando
o nosso jeito de amar...
Invadindo nosso leito
exalando no ambiente
circundando minha alma
colorindo-a mansamente...
Me deleito nesse encanto
da entrega do momento
e assim nos vem o amor
pleno de contentamento.
Marçal Filho & Lena Ferreira
Minas / Rio
04/12/2009
desse néctar perdição
seus florais são meus apelos
nas esquinas da paixão...
Vou assim tal qual menino
com o brinquedo no olhar
sua fragrância embalando
o nosso jeito de amar...
Invadindo nosso leito
exalando no ambiente
circundando minha alma
colorindo-a mansamente...
Me deleito nesse encanto
da entrega do momento
e assim nos vem o amor
pleno de contentamento.
Marçal Filho & Lena Ferreira
Minas / Rio
04/12/2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
UM ENCONTRO NAS ÁGUAS
Abraça-me e sussurras...
veio de dentro de mim
e brilhou na água pura
verteu um amor sem fim
Afaga-me e deslumbras...
cheia de força, Oxum
sorriu-me em candura
num sorriso incomum
Que até o sol ofuscava
E de inveja ele sumia
Quando ela se banhava
Na cachoeira, água fria
Flores ao seu redor, tantas
Exalando o seu perfume
Seu caminhar nos encanta
É, do meu caminho, o lume
Encanta-me e depuras
esteio de minhas águas
refletiu-me a natura
espelho sem máculas
Despe-me dos ais e dores
quando lança-me o seu olhar
ensina-me o caminhar; amores
em fases mostra-me o luar
Anorkinda e Lena Ferreira
veio de dentro de mim
e brilhou na água pura
verteu um amor sem fim
Afaga-me e deslumbras...
cheia de força, Oxum
sorriu-me em candura
num sorriso incomum
Que até o sol ofuscava
E de inveja ele sumia
Quando ela se banhava
Na cachoeira, água fria
Flores ao seu redor, tantas
Exalando o seu perfume
Seu caminhar nos encanta
É, do meu caminho, o lume
Encanta-me e depuras
esteio de minhas águas
refletiu-me a natura
espelho sem máculas
Despe-me dos ais e dores
quando lança-me o seu olhar
ensina-me o caminhar; amores
em fases mostra-me o luar
Anorkinda e Lena Ferreira
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
SEM INSPIRAÇÃO?
Tempestade de versos na mente
mas só o sereno caindo no papel
elevo as minhas mãos para o céu
lançando o meu olhar clemente...
Será que o vento é conivente
será que impede-me de juntar
rimas e versos às letras coerentes
será que eu não sei mais poetar?
A fúria de Zéfiro levou os versos meus?
A entressafra veio tirar minha razão?
Vou procurar a proteção de Zeus
e libertar minhas rimas do porão...
O poeta sem os versos enlouquece
empobrece se ficar sem o poema
entristece definhando sua alma
pois seu trauma deságua no dilema...
Não quero colecionar distúrbios...
Lena Ferreira & Marçal Filho
Rio/Minas
01/12/2009
mas só o sereno caindo no papel
elevo as minhas mãos para o céu
lançando o meu olhar clemente...
Será que o vento é conivente
será que impede-me de juntar
rimas e versos às letras coerentes
será que eu não sei mais poetar?
A fúria de Zéfiro levou os versos meus?
A entressafra veio tirar minha razão?
Vou procurar a proteção de Zeus
e libertar minhas rimas do porão...
O poeta sem os versos enlouquece
empobrece se ficar sem o poema
entristece definhando sua alma
pois seu trauma deságua no dilema...
Não quero colecionar distúrbios...
Lena Ferreira & Marçal Filho
Rio/Minas
01/12/2009
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