segunda-feira, 2 de maio de 2011

RECRIARTE

Tenho ficado por muito tempo
Num lugar que não conheço...
Desconheço-me, diante de tal apatia
Tal angústia que paralisa
A mente
A face
A carne
A alma que
cria...

Sinto o corte
rompendo as veias
que esvaem-se em sangue lento
e deitam-se com o pranto alheio
nesse mar de certezas incertas
que tenta me derrubar com ondas ilusórias

Resisto...
Insisto...
Persisto...

[Re]invento
Atento
No intento
De recriar-me
Através da arte
Que invento.

Mavie Louzada e Lena Ferreira.

sábado, 30 de abril de 2011

NA POESIA, CONFORTO...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

CREPÚSCULO

domingo, 10 de abril de 2011

QUANDO CHOVE...


A chuva instiga todas as lembranças
Alargam-se as lacunas na memória
Saudades ocultas, arrastadas, tantas
Contorcem-se num vendaval agora
.
Gavetas hiantes num deslize do tempo
Devassam desejos, antes esquecidos
E por sobre a lassidão do pensamento
Pairam sentimentos adormecidos
.
Relâmpagos chicoteiam a mente
salgadas gotas inundam a boca
nos olhos, um vermelho quente
a alma a debater-se feito louca
.
Trovões com estrondosas vozes
despertam um passado dormente
libertam as vontades mais ferozes
de um peito que andava descrente
.
Glória Salles & Lena Ferreira

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

DOS CAMINHOS

(Arabela Morais & Lena Ferreira)

Dos caminhos onde andei
Das estradas que percorri

Houve chão de barro e areia
Houve rio e mar
Mata fechada, luar...
Muitas histórias vivi

Moldei os meus passos
Na cadência do tempo escorrido

Trouxe pó, poeira e luz
Trouxe sal, sereno e ser
Trouxe grãos que semeei
E a colheita, reparti

Espalhei largos sorrisos
Pelos lagos mais profundos

Teci mil versos e canções
Teci tramas intrincadas
Teci redes em abraços
Destecendo desventuras
E com passos firmes segui

Com outros iguais encontrei
E com tantos mais convivi

Troquei bens, suor e sangue
Troquei sonho, amor, querer
Troquei vida intensamente
E sem restrições, existi

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

DIFICULDADE


É dificil saber-se mar
ar, leve e fugaz
voejando com a imaginação
sem pouso certo ou seguro

É dificil saber-se borbulhas
estourando ideias, explodindo juras!
aerando o peito até então sufocado
sangrando maresias em parto natural

É dificil saber-se amor
ardor, calor...implosão
calando gritos ardidos e loucos
falando sentires absurdos e sós...

É dificil saber-se paixão.
com as ondas lambendo os pés
denunciando nossa emoção

é dificil

amar...
e não a(mar)...você

Márcia Poesia de Sá e Lena Ferreira