Deixei na balada um som
queria que dele gostasse
e fiz da querência do verso
o apreço que você sonhasse...
Nem sei se vai entender
as notas da minha canção
porém queria que ouvisse
e dissesse se sim ou se não...
Notas saídas em compasso
na cadência do meu coração
loucas para atar-se em laço
para sua alma cantar o refrão...
Mas tudo será sonho vão
se não responder-me logo
ouviu? entendeu ou não?
Ouça com o coração; eu rogo...
Deixe o apreço sorrir
para compensar a razão
deixe a canção existir
pra desenhar a emoção.
Marçal Filho e Lena Ferreira
Minas/Rio
29/11/2009
VERSOS SINTÔNICOS é o resultado da união de almas poéticas em versos entrelaçados. Muitos são os amigos que me deram a honra e o prazer de parceriar. Experiência única e linda, onde um poeta adentra o sentir do outro com tamanha intensidade que tem-se a impressão de que apenas uma pessoa escreveu...Confira.
TANTAS...
domingo, 29 de novembro de 2009
INTERPRETANDO A VIDA .
No palco de nós, eu sou muito feliz
Sorrio diante de grandiosa platéia
Sem saber que, em mim, há uma atriz
São aplausos de pé desde a estréia...
.
As cortinas não escondem o rosto
E as luzes deixam tudo em evidência
Por trás do sorriso, emoção sem gosto
Fim do espetáculo! Silêncio da existência!
.
E, foram-se aqueles que aplaudiram
Sozinha, no palco, fiquei sentada
De ver a minha atuação,desistiram...
Sem aplausos da platéia, não sou nada!
.
Deixando de interpretar, entro no camarim
Lá olho os espelhos e vejo a solidão
Pego a maquiagem, passo um batom carmim
Saio para a vida, grande palco da ilusão...
.
Lena Ferreira & Janete do Carmo
Rio/Palestina
28.11.09
Sorrio diante de grandiosa platéia
Sem saber que, em mim, há uma atriz
São aplausos de pé desde a estréia...
.
As cortinas não escondem o rosto
E as luzes deixam tudo em evidência
Por trás do sorriso, emoção sem gosto
Fim do espetáculo! Silêncio da existência!
.
E, foram-se aqueles que aplaudiram
Sozinha, no palco, fiquei sentada
De ver a minha atuação,desistiram...
Sem aplausos da platéia, não sou nada!
.
Deixando de interpretar, entro no camarim
Lá olho os espelhos e vejo a solidão
Pego a maquiagem, passo um batom carmim
Saio para a vida, grande palco da ilusão...
.
Lena Ferreira & Janete do Carmo
Rio/Palestina
28.11.09
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
VERSO VENCIDO
Um verso meio torto veio
capengando em contramão
derrapou nas artimanhas
escorregando na paixão
quando quis ficar distante
do poema decadente
ficou preso à rima então...
Debateu-se, fez pirraça
suas asas querendo soltar
romper o elo da corrente
queria, livre, no vento voar
já cansado e muito abatido
soltando um mudo gemido
melhor mesmo é me entregar...
E assim verso vencido
num poema distraído
com um tema singular
discorreu noutra vertente
revidou inconseqüente
sem nenhum aviso prévio
novamente quis mancar...
Mas tomado de outro impulso
mudou de meta e percurso
resolveu se apaixonar...
Marçal Filho / Lena Ferreira
Minas/Rio
26/11/2009
capengando em contramão
derrapou nas artimanhas
escorregando na paixão
quando quis ficar distante
do poema decadente
ficou preso à rima então...
Debateu-se, fez pirraça
suas asas querendo soltar
romper o elo da corrente
queria, livre, no vento voar
já cansado e muito abatido
soltando um mudo gemido
melhor mesmo é me entregar...
E assim verso vencido
num poema distraído
com um tema singular
discorreu noutra vertente
revidou inconseqüente
sem nenhum aviso prévio
novamente quis mancar...
Mas tomado de outro impulso
mudou de meta e percurso
resolveu se apaixonar...
Marçal Filho / Lena Ferreira
Minas/Rio
26/11/2009
OLHAR FELINO
Olhos de retirar-me a calma
De todo meu corpo percorrer
De invadir toda a minha alma
De avivar o que estava a morrer...
Brilho que cativa meu encanto
Manto que protege meu sonhar
Seiva que transborda em meu ser
Dádiva das noites de luar...
Chama que acende o meu peito
Que mantém aceso o meu viver
Tento desviar mas não tem jeito
Impossível esse olhar me esquecer...
E se assim se fez; assim será
Deixar-me-ei docemente conduzir
E que a cada brilho desse olhar
Se faça mesmo tão feliz meu existir...
Lena Ferreira / Marçal Filho
Rio/Minas
25/11/2009
De todo meu corpo percorrer
De invadir toda a minha alma
De avivar o que estava a morrer...
Brilho que cativa meu encanto
Manto que protege meu sonhar
Seiva que transborda em meu ser
Dádiva das noites de luar...
Chama que acende o meu peito
Que mantém aceso o meu viver
Tento desviar mas não tem jeito
Impossível esse olhar me esquecer...
E se assim se fez; assim será
Deixar-me-ei docemente conduzir
E que a cada brilho desse olhar
Se faça mesmo tão feliz meu existir...
Lena Ferreira / Marçal Filho
Rio/Minas
25/11/2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
O VESTIDO AZUL DA OXUM
Vestida de azul, deusa das claras águas
Carrega no rosto um sorriso tão sereno
Parece beber todas as nossas mágoas
Na expressão, semblante doce e ameno
Vestido tão belo, como não existe nenhum.
Quem não crê, na dúvida, sai de perto,
Pois não há quem resista a Oxum
Rodando no terreiro, esparramando encanto.
No cabelo tão lindo, mil enfeites de ouro
Dançando na roda, vai e espalha o tesouro
De bençãos aos filhos que vem lhe saudar.
Eli Yéré Ó, todos cantam e batem palmas.
A paz e a beleza invadem as almas,
Enquanto no seu abebé, Oxum segue a se mirar.
Lena Ferreira & JL dos Santos - em 24/11/09
Carrega no rosto um sorriso tão sereno
Parece beber todas as nossas mágoas
Na expressão, semblante doce e ameno
Vestido tão belo, como não existe nenhum.
Quem não crê, na dúvida, sai de perto,
Pois não há quem resista a Oxum
Rodando no terreiro, esparramando encanto.
No cabelo tão lindo, mil enfeites de ouro
Dançando na roda, vai e espalha o tesouro
De bençãos aos filhos que vem lhe saudar.
Eli Yéré Ó, todos cantam e batem palmas.
A paz e a beleza invadem as almas,
Enquanto no seu abebé, Oxum segue a se mirar.
Lena Ferreira & JL dos Santos - em 24/11/09
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
QUE ASSIM SEJA, AMÉM!!
Ao desdém, o meu sorriso
que sorrir me faz melhor
porque sei que seu desprezo
não condiz com meu desejo
pois não viverei mais só...
Quando vi sua amargura
tive pena e tive dó
mas a vida me ensinou
que o que passou; passou
a alegria é o bem maior...
Ao desdém, o meu sorriso
solto frouxo pelo vento
de ser feliz, eu não desisto
Alegria! Eu não resisto
Espanta logo o sofrimento
Quando vi sua amargura
eu roguei ao Pai Eterno
Acalente a sua alma
Retire a tristeza e o trauma
Põe no rosto, um sorriso terno.
Marçal Filho & Lena Ferreira
Itabira MG / Rio de Janeiro
23/11/2009
que sorrir me faz melhor
porque sei que seu desprezo
não condiz com meu desejo
pois não viverei mais só...
Quando vi sua amargura
tive pena e tive dó
mas a vida me ensinou
que o que passou; passou
a alegria é o bem maior...
Ao desdém, o meu sorriso
solto frouxo pelo vento
de ser feliz, eu não desisto
Alegria! Eu não resisto
Espanta logo o sofrimento
Quando vi sua amargura
eu roguei ao Pai Eterno
Acalente a sua alma
Retire a tristeza e o trauma
Põe no rosto, um sorriso terno.
Marçal Filho & Lena Ferreira
Itabira MG / Rio de Janeiro
23/11/2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
VERSOS EXTREMOS
Gritei o teu nome bem alto
Mas não era um chamado
Apenas tentei jogar fora
Esse amor desesperado
Meu grito rompeu a ferida
Que ia guardada no peito
Sangrou minh'alma e aflita
Manchou de pranto o leito
Sangrei por horas a fio
Imaginando expurgar
Essa dor tão lancinante
Para o amor não mais guardar
Fui ao extremo da anemia
Mas foi em vão o empenho
E hoje, nessa triste poesia
Implorar por tua volta venho
( Arabela Morais & Lena Ferreira )
Mas não era um chamado
Apenas tentei jogar fora
Esse amor desesperado
Meu grito rompeu a ferida
Que ia guardada no peito
Sangrou minh'alma e aflita
Manchou de pranto o leito
Sangrei por horas a fio
Imaginando expurgar
Essa dor tão lancinante
Para o amor não mais guardar
Fui ao extremo da anemia
Mas foi em vão o empenho
E hoje, nessa triste poesia
Implorar por tua volta venho
( Arabela Morais & Lena Ferreira )
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