sexta-feira, 13 de julho de 2012

CANÇÃO AO LUAR



Escrava de tão sentida saudade
Quisera ter asas de águia
Quisera ter olhos de lince e a verdade
Apurar e pelo infinito voar e te observar.

Escrava desse amor distante, que maldade,
Contida, num constante analisar
Esta dor que me invade em pura crueldade...
Uma canção, ao longe, chega para amenizar.

Tocando em meus ouvidos com suavidade
É uma canção tão doce que vem lá do mar
Repercutindo por quintais, aldeias, cidades.

É um som serenado pelas ondas da cumplicidade
Que, acendendo as lembranças do nosso amar 
Me diz: sou pescador que toca te trazendo o luar 

Nelminha Barbosa, Angela Chagas, Diná Fernandes, Lena Ferreira, Gustavo Drummond e Bia Cunha

quinta-feira, 12 de julho de 2012

PLENITUDE




Quero o sol enquadrado numa tela
Quero um turbilhão de ideias coloridas 
Muitos tons nos pincéis  de aquarela
Belas imagens de emoções vividas.   

Quero o brilho da lua em minha janela 
Quero ver sorrindo as estrelas entristecidas 
E saber que enfim terei minha parcela 
De receber aquilo  do que sou merecida.

Quero ter poesia, qual sentinela  
E não sentir-me mais oprimida 
Nem viver sofrendo nenhuma mazela...
Me fartar de todo  amor e plena vida.

Dhenova, Diná Fernandes, Lena Ferreira, Cleusa Sotsab, Vania Viana & Gustavo Drummond

quarta-feira, 11 de julho de 2012

SONETO DA SEDUÇÃO





Aqui me tens poesia para te afagar,
Sentires o soneto dos meus dedos,
Por entre teus íntimos segredos,
No mais libido verso puro a te amar.      (MNunes)

Subir aos céus e  às núvens te levar,
Envolvendo no verso nossos medos,
Diluídos no mais belo dos enredos
Entre risos e lágrimas a pairar.                (Helena)

Depois, juntos, voar até o infinito
E ver que tudo fica mais bonito,
Quando se tem amor no coração...          (Lena)

Oh amor, que d`amor eu tenho dito
Nos puros versos d`amor que repito,
Quando se tem a pureza da sedução!    (MNunes)


©direitos reservados

ENQUANTO VOCÊ DORMIA




Enquanto você dormia
meu coração sofria 
se contorcendo em dor
pela falta do seu amor 


E nessa fria solidão
carente da sua atenção
a lua aparecia e iluminava o seu sono
enquanto você dormia 


Sobre seu corpo marfim
meu olhar gotejava carinho
no epicentro de seu âmago, enfim,
almas em comum, corações vizinhos


 Inventei um belo jardim
em desvelos, bem de mansinho
mais um sonho que chegou ao fim;
 mesmo juntos, sinto-me sozinho 


Angela Chagas, Lena Ferreira, Diná Fernandes & Gustavo Drummond

terça-feira, 10 de julho de 2012

NEBLINA FRIA



A neblina fria molha o chão de terra
perfuma a colina com a brisa
irriga a semente e fortifica
as raízes tenras do que há por vir

A neblina fria esquenta os vulcões de poesia
vem nos presentear todos os dias
com intensa inspiração e doce harmonia
derretendo um pouco de si em lavas arrefecidas

A neblina fria liberta os corações de melancolias
espaça o tempo em que estivemos sem abrigo
fecunda a'lma, fermenta o vinho, robustece o trigo
e anima meus passos com os quais, confiante, sigo.

A neblina fria encobre os raios do sol
mas são claros os traços do meu rumo
logo, logo eu retorno em um novo prumo 
por uma paisagem suave e morna além de mim 

Dhenova, Bia Cunha, Angela Chagas, Lena Ferreira, Diná Fernandes & Gustavo Drummond

segunda-feira, 9 de julho de 2012

BEIJO E FLOR



Entre
Caça ou caçador
Escolho
Beijo e flor.

Crente
Na força e ousadia,
Colho
Vida e presente.

Contente
Com versos e poesias,
Sorvo
Rimas, alegrias e sementes.

Ciente
Da missão abençoada
Semeio
Verbos e ventos férteis.

Reverente
Sensação e suavidade
Passeio
Olhares e vozes silentes.

Persistente
Beijo a flor
Do meu amor
E sigo, pacientemente.

Bia Cunha, Gustavo Drummond, Lena Ferreira & Angela Chagas

O CALOR DA ESPERANÇA




Sóis a sós passei, por tanto tempo
sentindo uma saudade tão cortante
Busquei algo que servisse de passatempo
para aliviar a lembrança do amante...

E vieram as aves da invernada, o frio,
a falta, que acoitaram sem piedade;
antecipando este meu dormente estio
já não enxergo nada mais com claridade,

Só vejo o lado escuro dentro do obscuro,
O âmago da saudade dolorida e odiada.
Um verso arredio escorre, tão impuro
Trazendo o gosto da alma amargurada

Dos tantos sóis, testemunhas de minha angústia
Um deles trouxe-me o calor da esperança
Trouxe também ao meu coração paciência
e a brisa suave aromática da lembrança!

Lena Ferreira, Angela Chagas, Vania Viana, Gustavo Drummond & Nelminha Barbosa