quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

DOS CAMINHOS

(Arabela Morais & Lena Ferreira)

Dos caminhos onde andei
Das estradas que percorri

Houve chão de barro e areia
Houve rio e mar
Mata fechada, luar...
Muitas histórias vivi

Moldei os meus passos
Na cadência do tempo escorrido

Trouxe pó, poeira e luz
Trouxe sal, sereno e ser
Trouxe grãos que semeei
E a colheita, reparti

Espalhei largos sorrisos
Pelos lagos mais profundos

Teci mil versos e canções
Teci tramas intrincadas
Teci redes em abraços
Destecendo desventuras
E com passos firmes segui

Com outros iguais encontrei
E com tantos mais convivi

Troquei bens, suor e sangue
Troquei sonho, amor, querer
Troquei vida intensamente
E sem restrições, existi

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

DIFICULDADE


É dificil saber-se mar
ar, leve e fugaz
voejando com a imaginação
sem pouso certo ou seguro

É dificil saber-se borbulhas
estourando ideias, explodindo juras!
aerando o peito até então sufocado
sangrando maresias em parto natural

É dificil saber-se amor
ardor, calor...implosão
calando gritos ardidos e loucos
falando sentires absurdos e sós...

É dificil saber-se paixão.
com as ondas lambendo os pés
denunciando nossa emoção

é dificil

amar...
e não a(mar)...você

Márcia Poesia de Sá e Lena Ferreira

sábado, 27 de novembro de 2010

POBRE RICO POBRE, RICO POBRE RICO (Axills-Lena Ferreira) TROVART

terça-feira, 19 de outubro de 2010

ALQUEBRADA TERNURA


Gota de ciúme, pontas de saudade,
beijo guardado na lembrança.
Nada tão impermeável, nada tão perene.
Tudo tão solene, tudo tão desagradável.

No canto esquerdo, água turva...
nauseante que entorpece a calma.
Nada de cuidados com o verbo intransponível.

Ventos precipitam-se em borbulha,
assanham pensamentos pouco coerentes.
Vozes pairam silentes pelo imenso espaço,
vitrificando olhares e braços; todos tensos.

Palpável, a dor parece auxiliar a saga
de quem queria estar de outra forma;
talvez um pouco menos de amargura.

Amor quebrado tem dessas coisas,
faz tudo mexer estranhamente ...
embala noites e sonhos na saudade,
conduz a sinfonia estrídula no ciúme.

(Juleni Andrade & Lena Ferreira)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

SOLTURA

Palavras esquecidas num canto de boca,
memórias espremidas
entre os pequenos espaços...

No calor da hora, fiou-se um brado,
abortado por culpas, desculpas, remorsos.

Preso por um fio, o grito
só foi visto no rabo de olho...

Recolho, ainda, o pranto
esparramado no afã de consertar
adeus inevitável.

(...)

Letras distorcidas no eco da alma
verbos reprimidos
pelos vãos que vão...

Na frieza do segundo decisivo, um gemido
acoitado por desafios, valentia e deboche

Solta-se, enfim, o verbo bendito
vai com o vento sem laço

Escolho, então, o canto
esparramando minha voz terçã
liberdade infindável!

Juleni Andrade & Lena Ferreira

sábado, 9 de outubro de 2010

SINTONIA

Querendo alcançar o sol, o céu
dei saltos, altos! quase me arrebento 
esquecendo-me de tirar o véu
na ânsia; tamanho deslumbramento  

E na poesia encontrei rumo
Dela me alimento noite e dia
Sem sair fora do meu prumo
consegui leveza paz e sintonia


Lena Ferreira & Maria Rita Bomfim