A estranheza de estar ( Prosa a 4 mãos )
Estou e não me sinto estando. ...
O verbo não casa com a rima. São coisas que me azucrinam, a distância
que se aproxima, é tudo, é muito, é veloz, nada se faz poético!
Chega a ser patético, escritores virando frases, é a noção que se perde, a fluidez que se esvai. Na face, um ar de poesia. Nas mãos, um giz que se desfaz...
Estou me sentindo carente. Poeta vive de luz e é um amornar permanente,
é um cadinho de cruz, é sina, é sentimento. Não dá para amar às
pressas...
O Face destrói a palavra, resume o amor em hora
incerta, fragiliza a sensação, faz a massa virar pão, bisnaguinha sem
conteúdo, sanduíche em produção...
Quero a ausência das horas, os amigos pegando nas mãos.
Quero o poema na alma...um tanto mais de desrazão. Estou e me sinto não
estando, num estado de paralisia que asfixia a voz da calma, da
atmosfera criativa, da troca, da conversa amena, das construções de
poemas altas horas, noite a fora....
Agora, o que temos é um mero click, um 'like', um gostar e em outra língua...língua muda, sinalizando passagem.
- Onde foram parar as palavras? os diálogos intensos, as viagens poéticas? o encantamento?...
Sinceramente, recuso-me a aceitar este tipo de mudança que nos leva a
bagagem sem nosso consentimento nos deixando ao vento...ou ao Deus
dará...
Bagagem seca e esturricada, um cadinho de nada, para quem tem tanto a dar...
Márcia Poesia de Sá e Lena Ferreira
(Em óbvio desagrado ao face.)
Fotografia de Eliana Desa.
VERSOS SINTÔNICOS é o resultado da união de almas poéticas em versos entrelaçados. Muitos são os amigos que me deram a honra e o prazer de parceriar. Experiência única e linda, onde um poeta adentra o sentir do outro com tamanha intensidade que tem-se a impressão de que apenas uma pessoa escreveu...Confira.
TANTAS...
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
SIMPLES
SIMPLES
Amor é energia que se espalha por aí
em partículas invisíveis que pairam no ar
Amor também é força que brota dentro de mim
e vitaliza as fibras de um novo pulsar
Amor apenas se esconde
em gente que só causa mal
Pois não sabe onde encontra
essa enorme fonte vital
Amor é intrínseco à vida,
é natural em todo momento
Estado de calma estendida
a quem espalha este sentimento
Amor é algo natural; não se explica, não se entende
Amor é diferente, cresce quanto mais oferecemos
Amor não se mede nem se pesa mas se estende
quanto mais nos entregamos, com ele, crescemos
Amar, então, é livre manifestação
de fora para dentro, de dentro para fora
Amar, então, é essa simples equação:
Ficar ao lado quando, livre, poderia ir embora.
Fabio Granville & Lena Ferreira - jun.14
terça-feira, 13 de maio de 2014
NOSTALGIA
que, brilhando solteira,descortina nuvens
e mostra-me estrelas pequeninas
purpurinando o céu, bem discretas
A brisa que paira nesse instante
é como um manto que me cobre
e completa a cena de encanto, toda em prata
meus olhos são duas poças d'água
De lembranças e sentimentos nostálgicos
que me levam a tempos inesquecíveis,
a momentos que me tatuaram a alma
sob a lua sorridente na escuridão
E enquanto a noite espreita cada gesto
cada passo, cada suspiro por mim dado
tateio-me por dentro e a busca é inútil;
dos tempos idos, resta apenas essa lua...
...que, solteira e solidária, me acompanha
NOSTALGIA - Roberto Camara e Lena Ferreira - mai.14
terça-feira, 6 de maio de 2014
SEMENTE DO AMOR
SEMENTE DO AMOR
O amor é divino, é semente que germina no coração
O amor é como sombra que abriga os sentimentos
Fala de ternura ao coração com os olhos da paixão
Fazendo o caminhar ser lento por dentro da alma de quem o usa
O amor é capaz de transformar, acontece quando não esperamos
e se o esperamos, ele nos foge; o amor não sabe esperar...
E na sua bandoleirice, logo se aninha em outros tálamos...
e no fundo de minha alma vem acampar...
E acha em meu coração, um lugar seguro
atravessando pontes e transpondo muros
não encontra o aconchego, que deveria encontrar.
Mas, amor quando é amor de verdade, insiste
Por mais que eu queira, meu coração não desiste
e segue a conjugar o verbo que me faz caminhar.
Diná Fernandes, Roberto Camara, Luiz Dutra, Kleber, Angelina Cruz & Lena Ferreira
O amor é divino, é semente que germina no coração
O amor é como sombra que abriga os sentimentos
Fala de ternura ao coração com os olhos da paixão
Fazendo o caminhar ser lento por dentro da alma de quem o usa
O amor é capaz de transformar, acontece quando não esperamos
e se o esperamos, ele nos foge; o amor não sabe esperar...
E na sua bandoleirice, logo se aninha em outros tálamos...
e no fundo de minha alma vem acampar...
E acha em meu coração, um lugar seguro
atravessando pontes e transpondo muros
não encontra o aconchego, que deveria encontrar.
Mas, amor quando é amor de verdade, insiste
Por mais que eu queira, meu coração não desiste
e segue a conjugar o verbo que me faz caminhar.
Diná Fernandes, Roberto Camara, Luiz Dutra, Kleber, Angelina Cruz & Lena Ferreira
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
POEMANÉIS
POEMANÉISCheia de vontades,
sem pedir licença,
faz notar presença
mas sem vaidade...
Sem qualquer crueldade
vem enlaçada de festa
entre argolas prateadas...
Faz dançar as letras,
leves, loucas, livres,
não há quem a prive
Prenda preciosa!
Girando dedos e atropelos
enfeitando os desmantelos
construindo estrelas
rasga a mão num salto
...escorre o poema
nasce poesia!
Lena Ferreira & Márcia Poesia de Sá
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
A POESIA PEDE TEMPO
A POESIA PEDE TEMPO
Toque-me com doçura!
Dai-me tempo para nascer
Ajuda-me com os ponteiros
Há flechas querendo amanhecer...
Sinta-me com tranquilidade
Permita que sua mente divague
Pelas mais vastas paragens
E na volta, que, enfim, deságue
Deixa-me ser riacho antes de rio!
Sorriso antes de gargalhada!
Encanto antes de paixão...
Palavra antes do não! Deixa?
Dai-me uma folha em branco
E brincarei com as letras, bem feliz
Desenharemos os sentires francos
Utilizando, da alma, o matiz!
Tudo o que imploro é calma!
Um pedacinho de seu tempo...
Sou poesia! ampulheta e magia
Rabiscando a palheta do intento.
Márcia Poesia de Sá e Lena Ferreira
Toque-me com doçura!
Dai-me tempo para nascer
Ajuda-me com os ponteiros
Há flechas querendo amanhecer...
Sinta-me com tranquilidade
Permita que sua mente divague
Pelas mais vastas paragens
E na volta, que, enfim, deságue
Deixa-me ser riacho antes de rio!
Sorriso antes de gargalhada!
Encanto antes de paixão...
Palavra antes do não! Deixa?
Dai-me uma folha em branco
E brincarei com as letras, bem feliz
Desenharemos os sentires francos
Utilizando, da alma, o matiz!
Tudo o que imploro é calma!
Um pedacinho de seu tempo...
Sou poesia! ampulheta e magia
Rabiscando a palheta do intento.
Márcia Poesia de Sá e Lena Ferreira
TEMPO PRECISO
Envolta
em brumas, a minha alma,
percorrendo pelas noites, tão sozinha,
imersa neste caos, perde a sua calma.
Em meu peito, deixa a dor só minha...
.
É quando a saudade ali se aninha,
Arrepiando a pele, acorda o trauma.
Nos olhos, um denso breu se avizinha
acelerando o coração em pulso-palma...
.
Com o olhar, já fixo naquela estrada,
no fim da linha, eu encontro uma luz.
Estarei à sua espera, nesta cavalgada,
por sua imagem, que tanto me seduz...
.
Hei de esperar-lhe até o tempo preciso
pronta a perdoar os nossos deslizes
Transformaremos o inferno em paraíso
e seremos, novamente, muito felizes...
percorrendo pelas noites, tão sozinha,
imersa neste caos, perde a sua calma.
Em meu peito, deixa a dor só minha...
.
É quando a saudade ali se aninha,
Arrepiando a pele, acorda o trauma.
Nos olhos, um denso breu se avizinha
acelerando o coração em pulso-palma...
.
Com o olhar, já fixo naquela estrada,
no fim da linha, eu encontro uma luz.
Estarei à sua espera, nesta cavalgada,
por sua imagem, que tanto me seduz...
.
Hei de esperar-lhe até o tempo preciso
pronta a perdoar os nossos deslizes
Transformaremos o inferno em paraíso
e seremos, novamente, muito felizes...
.
Lena
Ferreira e Marieta Belo Genofre
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