quinta-feira, 22 de julho de 2010

O MAL

O mal da tua ausência
Emagreceu minha vontade,
Adoeceu-me de saudade,
Doeu-me de negligência!

O mal da tua falta imensa
Engoliu meu pensamento
Aniquilou-me; no momento
Minha alma, inteira, tensa

O mal do teu descaso
Nesse silêncio, sufocado,
Fez o amor, abandonado
Perdendo-se no acaso!

O mal do teu desprezo
Fez-me ferida medonha
Deixou-me tão tristonha
Mas tu não sairás ileso!

Telma Moreira & Lena Ferreira

sexta-feira, 16 de julho de 2010

TRAVO NA ALMA

Trago um pote de mágoas
No lado esquerdo do peito
Garganta clama por água
Sede de um amor desfeito

Trago a dor da saudade
Da vida que foi embora
O tempo fez a maldade
Deixando o riso de fora

Trago um travo na alma
Amargo e silente gemido
Agonia retirando a calma
Deixando o peito oprimido


Lena Ferreira, Telma Moreira & Eliane Thomas
16/07/2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

NA FONTE

Dançando entre nuvens e brisa
estrelas cadentes, elfos e fadas
riscamos o vento com suavidade
tecendo versos com fios de prata


Celebrando as fases da lua
o nascer do sol, outro dia
soamos as rimas em quase fuga
do poeta em solidão arredia

Brindamos o sopro da vida
com a água colhida na fonte
num cálice alto e dourado
embriagamo-nos de poesia

Lena Ferreira & Eliane Thomas
1407/2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

IMPACIENTEMENTE SEM RAZÃO

.
Acenam-me as horas, calmamente
Como a debochar da minha impaciência
Logo eu, que tenho tanta urgência
Pela resposta prometida pelo tempo...
.
Os ponteiros do relógio se arrastam
E, sorrindo, observam minha aflição
Tento ocupar a minha mente; é inútil
O tic-tac tão moroso me enlouquece...
.
E assim tomado de urgente desafio
Por um fio abstenho-me de gritar
É que o tempo, por certo, indiferente
Escorrerá tranqüilo ignorando o desespero...
.
Debalde meus apelos absurdos
Cada minuto é o encaixe do destino
E na verdade, não há porquê tanta fissura
Se a ternura definiu também, nosso caminho!
.
Lena Ferreira/Marçal Filho
Rio/Minas. 22/06/2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

CHUVA DE VERSOS

Corisco riscando o asfalto,
o céu, de nuvens, deserto
atiçando o destino in[certo]
de asas que ousam o alto.

Trovões que estremecem o aço
e abrem frestas no paço.
Reis e rainhas sem laços
nas asas do pássaro dourado.

-Desgarrados, destemidos, predestinados...

Tempestade que abala estruturas
sacudindo, da mente, as pilastras,
fogo em palha que se alastra
voo in[certo] atingindo as alturas.

-Dos homens, das fases, das luas...

E o verso homérico desnudo
qual chuva de palavras latentes,
aguarda a estrela cadente
derramar o sentimento escuso.

-Dos vos enigmáticos in[seguros]

(Lena Ferreira & Aglaure Corrêa Martins)
- 09-06-2010 -

terça-feira, 1 de junho de 2010

DANÇANDO AO LUAR

Estrelas como pétalas de rosa
Despencam do céu em mimos derramados
Neste cenário onde a Lua esplendorosa
Cobre de luar casais de namorados.

Tão apaixonados, esquecem as horas
Entre carinhos tantos, quentes beijos
Rendendo-se ao amor já sem demora
Declaram ao luar os seus desejos.

Entre eles estamos e nosso amor
Resplandece neste jardim em flor
Neste valsar de mágico momento.

Intercalamos nossos passos leves
Com beijos ardentes e nada breves
Causando à lua constrangimento.

Lena Ferreira & Rui E L Tavares
01/06/2010

segunda-feira, 31 de maio de 2010

VAGARES

Andei por tantos lugares
e caminhos diferentes
Só cansei, mudei de ares
encontrei teu riso quente

Desfilando pelos bares
com teu ar de inocente
mas teus olhos vulgares
já não são convincentes

Acabei navegando mares
de ilusões carentes
Só amei os encantares
dos versos ebulientes

Afoguei os meus amares
-tuas seduções frementes-
peço para não julgares
meus atos inconsequentes

Anorkinda e Lena Ferreira