O mal da tua ausência
Emagreceu minha vontade,
Adoeceu-me de saudade,
Doeu-me de negligência!
O mal da tua falta imensa
Engoliu meu pensamento
Aniquilou-me; no momento
Minha alma, inteira, tensa
O mal do teu descaso
Nesse silêncio, sufocado,
Fez o amor, abandonado
Perdendo-se no acaso!
O mal do teu desprezo
Fez-me ferida medonha
Deixou-me tão tristonha
Mas tu não sairás ileso!
Telma Moreira & Lena Ferreira
VERSOS SINTÔNICOS é o resultado da união de almas poéticas em versos entrelaçados. Muitos são os amigos que me deram a honra e o prazer de parceriar. Experiência única e linda, onde um poeta adentra o sentir do outro com tamanha intensidade que tem-se a impressão de que apenas uma pessoa escreveu...Confira.
TANTAS...
quinta-feira, 22 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
TRAVO NA ALMA
Trago um pote de mágoas
No lado esquerdo do peito
Garganta clama por água
Sede de um amor desfeito
Trago a dor da saudade
Da vida que foi embora
O tempo fez a maldade
Deixando o riso de fora
Trago um travo na alma
Amargo e silente gemido
Agonia retirando a calma
Deixando o peito oprimido
Lena Ferreira, Telma Moreira & Eliane Thomas
16/07/2010
No lado esquerdo do peito
Garganta clama por água
Sede de um amor desfeito
Trago a dor da saudade
Da vida que foi embora
O tempo fez a maldade
Deixando o riso de fora
Trago um travo na alma
Amargo e silente gemido
Agonia retirando a calma
Deixando o peito oprimido
Lena Ferreira, Telma Moreira & Eliane Thomas
16/07/2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
NA FONTE
Dançando entre nuvens e brisa
estrelas cadentes, elfos e fadas
riscamos o vento com suavidade
tecendo versos com fios de prata
Celebrando as fases da lua
o nascer do sol, outro dia
soamos as rimas em quase fuga
do poeta em solidão arredia
Brindamos o sopro da vida
com a água colhida na fonte
num cálice alto e dourado
embriagamo-nos de poesia
Lena Ferreira & Eliane Thomas
1407/2010
estrelas cadentes, elfos e fadas
riscamos o vento com suavidade
tecendo versos com fios de prata
Celebrando as fases da lua
o nascer do sol, outro dia
soamos as rimas em quase fuga
do poeta em solidão arredia
Brindamos o sopro da vida
com a água colhida na fonte
num cálice alto e dourado
embriagamo-nos de poesia
Lena Ferreira & Eliane Thomas
1407/2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
IMPACIENTEMENTE SEM RAZÃO
.
Acenam-me as horas, calmamente
Como a debochar da minha impaciência
Logo eu, que tenho tanta urgência
Pela resposta prometida pelo tempo...
.
Os ponteiros do relógio se arrastam
E, sorrindo, observam minha aflição
Tento ocupar a minha mente; é inútil
O tic-tac tão moroso me enlouquece...
.
E assim tomado de urgente desafio
Por um fio abstenho-me de gritar
É que o tempo, por certo, indiferente
Escorrerá tranqüilo ignorando o desespero...
.
Debalde meus apelos absurdos
Cada minuto é o encaixe do destino
E na verdade, não há porquê tanta fissura
Se a ternura definiu também, nosso caminho!
.
Lena Ferreira/Marçal Filho
Rio/Minas. 22/06/2010
Acenam-me as horas, calmamente
Como a debochar da minha impaciência
Logo eu, que tenho tanta urgência
Pela resposta prometida pelo tempo...
.
Os ponteiros do relógio se arrastam
E, sorrindo, observam minha aflição
Tento ocupar a minha mente; é inútil
O tic-tac tão moroso me enlouquece...
.
E assim tomado de urgente desafio
Por um fio abstenho-me de gritar
É que o tempo, por certo, indiferente
Escorrerá tranqüilo ignorando o desespero...
.
Debalde meus apelos absurdos
Cada minuto é o encaixe do destino
E na verdade, não há porquê tanta fissura
Se a ternura definiu também, nosso caminho!
.
Lena Ferreira/Marçal Filho
Rio/Minas. 22/06/2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
CHUVA DE VERSOS
Corisco riscando o asfalto,
o céu, de nuvens, deserto
atiçando o destino in[certo]
de asas que ousam o alto.
Trovões que estremecem o aço
e abrem frestas no paço.
Reis e rainhas sem laços
nas asas do pássaro dourado.
-Desgarrados, destemidos, predestinados...
Tempestade que abala estruturas
sacudindo, da mente, as pilastras,
fogo em palha que se alastra
voo in[certo] atingindo as alturas.
-Dos homens, das fases, das luas...
E o verso homérico desnudo
qual chuva de palavras latentes,
aguarda a estrela cadente
derramar o sentimento escuso.
-Dos vos enigmáticos in[seguros]
(Lena Ferreira & Aglaure Corrêa Martins)
- 09-06-2010 -
o céu, de nuvens, deserto
atiçando o destino in[certo]
de asas que ousam o alto.
Trovões que estremecem o aço
e abrem frestas no paço.
Reis e rainhas sem laços
nas asas do pássaro dourado.
-Desgarrados, destemidos, predestinados...
Tempestade que abala estruturas
sacudindo, da mente, as pilastras,
fogo em palha que se alastra
voo in[certo] atingindo as alturas.
-Dos homens, das fases, das luas...
E o verso homérico desnudo
qual chuva de palavras latentes,
aguarda a estrela cadente
derramar o sentimento escuso.
-Dos vos enigmáticos in[seguros]
(Lena Ferreira & Aglaure Corrêa Martins)
- 09-06-2010 -
terça-feira, 1 de junho de 2010
DANÇANDO AO LUAR
Estrelas como pétalas de rosa
Despencam do céu em mimos derramados
Neste cenário onde a Lua esplendorosa
Cobre de luar casais de namorados.
Tão apaixonados, esquecem as horas
Entre carinhos tantos, quentes beijos
Rendendo-se ao amor já sem demora
Declaram ao luar os seus desejos.
Entre eles estamos e nosso amor
Resplandece neste jardim em flor
Neste valsar de mágico momento.
Intercalamos nossos passos leves
Com beijos ardentes e nada breves
Causando à lua constrangimento.
Lena Ferreira & Rui E L Tavares
01/06/2010
Despencam do céu em mimos derramados
Neste cenário onde a Lua esplendorosa
Cobre de luar casais de namorados.
Tão apaixonados, esquecem as horas
Entre carinhos tantos, quentes beijos
Rendendo-se ao amor já sem demora
Declaram ao luar os seus desejos.
Entre eles estamos e nosso amor
Resplandece neste jardim em flor
Neste valsar de mágico momento.
Intercalamos nossos passos leves
Com beijos ardentes e nada breves
Causando à lua constrangimento.
Lena Ferreira & Rui E L Tavares
01/06/2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
VAGARES
Andei por tantos lugares
e caminhos diferentes
Só cansei, mudei de ares
encontrei teu riso quente
Desfilando pelos bares
com teu ar de inocente
mas teus olhos vulgares
já não são convincentes
Acabei navegando mares
de ilusões carentes
Só amei os encantares
dos versos ebulientes
Afoguei os meus amares
-tuas seduções frementes-
peço para não julgares
meus atos inconsequentes
Anorkinda e Lena Ferreira
e caminhos diferentes
Só cansei, mudei de ares
encontrei teu riso quente
Desfilando pelos bares
com teu ar de inocente
mas teus olhos vulgares
já não são convincentes
Acabei navegando mares
de ilusões carentes
Só amei os encantares
dos versos ebulientes
Afoguei os meus amares
-tuas seduções frementes-
peço para não julgares
meus atos inconsequentes
Anorkinda e Lena Ferreira
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