VERSOS SINTÔNICOS é o resultado da união de almas poéticas em versos entrelaçados. Muitos são os amigos que me deram a honra e o prazer de parceriar. Experiência única e linda, onde um poeta adentra o sentir do outro com tamanha intensidade que tem-se a impressão de que apenas uma pessoa escreveu...Confira.
TANTAS...
sexta-feira, 15 de julho de 2011
AMAR SEM FIM
.
Foi por amar-lhe tanto e mais
que me fiz cativo, desse seu olhar
foi por saber-me, num desejo tal
que me fiz floral a lhe perfumar
.
Quero ser assim, um chamego bom
e toda meiguice para lhe entregar
pois se a sinceridade morar junto a mim
terei sempre seu carinho para me encantar
.
Foi por amar-lhe tanto, tanto e tanto
que atirei meus versos pelo vento
na esperança de alcançar o intento:
ter sua alma tocada e encantada
.
Quero ser assim, a rima mais que perfeita
com toda poesia que couber na inspiração
pois se a verdade morar em nós, completa,
teremos-nos, inteiros, num amar sem fim.
.
Marçal Filho & Lena Ferreira
Minas/Rio - 15-7-2011
MEDO
Jamil Estrela & Lena Ferreira
e se eu me entregar
a tua loucura
e tratá-la por cura
em dias de tédio?
e se eu aceitar
este tal tratamento
e tomar livramento
onde só há prisão?
E se eu me tratar
E fores paixão,
E fores embora
E enfim eu morrer?!
quarta-feira, 13 de julho de 2011
DESPUDOR
Lena Ferreira & Jamil Estrela
na desordem do leito
dois corpos acesos,
versos, paredes, chão.
indefesos poetas
de rimas entregues,
coxas, seios, mãos.
veios
e
setas,
vãos
e
vontades,
extremos em gozo, prazer.
querer, poder e fazer!
na desordem do leito
dois corpos acesos,
versos, paredes, chão.
indefesos poetas
de rimas entregues,
coxas, seios, mãos.
veios
e
setas,
vãos
e
vontades,
extremos em gozo, prazer.
o delírio irrestrito,
morte à castidade:
querer, poder e fazer!
terça-feira, 5 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
AONDE DORME A VERDADE
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(Aglaure Corrêa Martins & Lena Ferreira)
Lágrimas que trago presas
salgando o meu riso tolo
aprisionando-me no labirinto
roubando-me do meu mundo
Acúmulo de escombro nos ombros
fardo que assola a alma
pesares de calma espantada
leito de águas rasas
Lágrimas que se desprendem
cascatas que jorram do âmago
a dor mordaz, enfim, se rende
repousam em berços humanos
BORDANDO
...
mente vaga
torce torço
terço, não
reza a reza
credo, cruz
cadê crença?
crê?
de repente
depende
desprende
e vaga
torço sorte
penso credo
rezo a lenda
e digo amém.
tem?
juro mentindo
que faço rir
despindo
pedindo
vá e não vá
fique e torça
reze amor
creia no credo
e no torpor
crível, isso?
nada muda
mudo fato
ato falho
valho tudo
vale, vale
caça, caço
coço mente
mente, mente
tece, tece
rola, rola
entornando
pela borda.
trans
bordando
( Lena Ferreira & Dani Maiolo )
LAVANDA
(Lena Ferreira & Fafá Gonçalves)
Anda, que a demanda de seus mmmm's ainda manda!
Vem, que meu eu contém o que não tem em qualquer cama!
Vem, insana, traz a cama e a chama dessa fêmea e me ama!
Anda, arda a fleuma fácil em mim e faça festa inteira; clama!
Dilata! Arrebata, arrebita, pois o eu que aqui crepita já me mata!
Deleito! Deleite! Sobre a mesa, sobre a cama feita e farta!
Acerta, na senda - oferenda - sê fenda e funda em mim nova pátria!
Ascendo! Acerto firme - UniVerso - instalo-me, inteira, em teu poro,!
Vem, Lavanda! A pele, em apelo, chora...A face afogueada, cora..Tua alma incendiária imploro...
...tua boca, sabor fogo-canela chama-me e nela desfaleço; Vem, perfume em que me demoro...
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(Lena Ferreira & Paty Ramos)
.
É tarde e a noite arrasta mil correntes
na cama, a alma afoga-se em pranto
saudade; choro solidão no canto
os olhos baços, frios, vão dormentes
.
A falta que torna as horas plangentes
Agonizo silente e não me espanto
Um breu que me abraça assim qual manto
trazendo as dores cãs, remanescentes
.
É tarde mas é cedo pra esquecer-te
é cedo, é cedo; e o medo instalado
de não te ter, jamais, sempre ao meu lado
.
Faz com que meu amor queira alcançar-te
mesmo estando tão frágil e abalado
sangrando, o peito espera, tão calado