quinta-feira, 21 de junho de 2012

VOO POÉTICO




Voo Poético...


Por detrás daquele cercado, em que meus olhos fascinam em contemplação. Há um mundo diferente e leve e perfumado. Pressinto que sobre o chão há folhas secas rodopiando a escuridão, faiscando luzes emocionadas de boas recordações... Vislumbro imensas sensações...
Um mormaço inexplicável, um tempo modorrento em plena madrugada, e eu conversávamos com a lua, contei-lhe que sentia desejo de aprender a voar, e lhe pedi que me dessas asas, - ela então me respondeu...
- Voe menina, voe...lubrifique os seus pensamentos, aproveite o brilho das estrelas e busque a brisa suave da alvorada, para que assim possa vislumbrar com perfeição as noites apaixonadas de Outono...
Tomada de entusiasmo e deslumbramento coloquei-me a ensaiar como rodopiaria com minhas asas, das folha secas ornadas. Que desenho formaria eu no espaço entre os astros... 
Imaginei-me uma gaivota com voos rasantes riscando o céu com minhas asas de folhas outonais, renascendo e revestindo as árvores desnudas, parindo uma nova roupagem...
Descobri um mundo mais profundo. Cercado de luz, flores e amores... Compartilhei o brilho das estrelas, que juntamente à Lua iluminavam as minhas percepções... E nas asas da minha imaginação, eu criei uma bela utopia, que veio culminar com a minha mais pura alegria...
E o meu prodigioso desejo desfeito no ar como bolinhas de sabão nas mãos de uma criança. A vida segue, sonhos se vão ... mesmo assim, nas asas da poesia posso alçar meu voo... 
Como pássaro adentro o cercado e enamoro as flores, sugo toda sensibilidade das paixões. Moldo-me em beija-flor e te vejo sendo eu mesmo como expectador de minhas mutações, num lirismo inenarrável e tuas águas salgadas me banham e voo para a varando onde água foi posta para me seduzir, atrair meus sonhos, meus lampejos, meus desejos e alegrias... Em cada linha que desenrola não me saciar porque sou sedenta de Literatura... 


Bia Cunha, Diná Fernandes, Angela Chagas e Nelminha Barbosa

sexta-feira, 15 de junho de 2012

TEU OLHAR



Vislumbrei os teus olhos quando nos cruzamos na calçada, entre pernas e tantos desenganos, derramavam uma expressão delicada e comovente fazendo os meus estacionarem, um em cada canto.
Senti a emoção falar mais alto, teu olhar de tão límpido tocou a minh’alma, que ficou deveras encantada. Envolveu minhas entranha, sonhos e mente, silente, me disse coisas agradáveis, benignas; que fascinaram o meu viver, passei acreditar mais nos fatos e na existência do afeto ...te elevei a milésima potência, encantado, te dei valor, te fiz brilhante e cúmplice
Finalmente, destes vida ao nada do meu vazio,e, agora és o tudo do meu nada. Vislumbrei os teus olhos quando nos cruzamos novamente. Hoje, muito mais maravilhado e apaixonado. E, que prevaleça a intensidade,Alimento que nos faz ardentes 

Bia Cunha, Lena Ferreira, Angela Chagas, Gustavo Drummond e Diná Fernandes

terça-feira, 12 de junho de 2012

ENCONTRANDO A FELICIDADE




Pétalas espalhadas pelo chão
A cama, cuidadosamente enfeitada 
O amor transbordando no coração
E, no rosto, a expressão apaixonada.

Sinto coração preenchido de amor
A vida repleta de felicidade
A música, como se poderia supor,
Inundando as paredes da cidade.

Na escada, já posso ouvir seus passos
E quase estremeço com sua chegada 
Sinto a lua plena, abrindo espaço,
O gosto intrigante da pessoa amada.

Com as pétalas que espalham o seu olor
Em delírios com paixão e fidelidade 
Eu me entrego ao momento com fervor
Encontrando, nos seus braços, a felicidade.

Nelminha Barbosa, Lena Ferreira, Angela Chagas, Diná Fernandes e Gustavo Drummond

segunda-feira, 11 de junho de 2012

TONS DE AQUARELA


 
O sol brilhou, novamente
o meu coração explode em alegria
sorriso voltou e tão contente
contagiou, de novo, a minha poesia

Ele veio em formato de esperança
trouxe luz, amor e harmonia
acertou o compasso dessa dança
avivando, no peito, a alegria

Bronzeou as rimas por inteiro,
coloriu, avivou, deu tom e realce
semeou um poema verdadeiro
que o poeta colheu sem disfarce

Ofertou versos em belezas tantas
epopeias em cadências, as mais belas 
notas novas agora tingem sua garganta
pincelando o poema com tons de aquarela 

Angela Chagas, Lena Ferreira & Gustavo Drummond

sábado, 9 de junho de 2012

SOMANDO ESFORÇOS



Não deixe morrer este encantamento
que veio como luz nos versos teus
trazendo um brilho novo para os meus
que há muito só mostrava sofrimento.      (Camélia)
Cobrindo, com tamanho lenimento,
minh' alma, que passeava em breus
rogando, insistentemente, à Deus
que lhe brindasse com o livramento.           (Lena)
Com a magia do viver versando
em dueto com os teus belos versos 
vem a esperança em mim se renovando.     (Helena)
Muito me alegra ver, frequentemente,
o nosso povo no ideal imerso
de manter um Orkut inteligente -                  Diógenes

sexta-feira, 8 de junho de 2012

DOIS CORAÇÕES




Há dois corações desenhados na parede
e uma ilusão que apanha e apronta
ela chega e segue a rotina com sede
preciso encarar de vez essa tormenta

Há um peso que embala a rede
E como segredo o eu se esconde e sonha
Os desenhos permanecem na parede
Enquanto busco o enigma da façanha

Sem perceber, o meu eu se rende
e entrega meus segredos, sem barganha 
enquanto eu sonho ele se ofende
e não perde a ilusão, que ora se acanha

Há duas flechas ancoradas na esquina
e uma certeza que se expande e canta 
- enquanto lágrimas escorrem das retinas -
a ilusão nos corações, o amor suplanta 

Dhenova, Angela Chagas, Bia Cunha, Lena Ferreira & Gustavo Drummond

TRISTES MEMÓRIAS



Arranco as páginas do livro gasto
onde escrevi tão absurda estória
coloco minha água e meu pasto,
para saciar a incauta escória.

Lanço as sobras do verso casto
e me redimo da tarefa inglória  
reescrevo um novo mundo vasto
e me desapego das lembranças ilusórias 

Deito, num rio, as tristes memórias
que correm tranquilas enquanto me afasto 
faço de mim as sensações das vitórias
e procuro no íntimo a solidão, então me basto 

Lena Ferreira, Gustavo Drummond, Bia Cunha & Dhenova