terça-feira, 31 de julho de 2012

JUDIAÇÃO


Eu te judio, ofereço minhas costas nuas
enquanto queres que eu beije a tua boca 
entrego-te a sensação de querer ser a lua 
mas por favor, não penses que estou louca. 


Eu te judio, mas quero o conforto do afeto 
os sussurros que penetra e me faz ser tua 
pois sem te ter, meu peito sente-se incompleto 
não consigo sentir os frissons, e estou nua... 


Eu te judio, esquecendo as roupas pelo chão, 
sabendo que nelas buscarás o meu perfume.
pois já gravaste o odor da minha pele nos teus vãos.
e de mim nunca mais conseguirás ficar imune.


AUTORES:


Diná Fernandes, Lena Ferreira
Angela Chagas, Manu Nunes,
Bia Cunha

QUERO


Quero lavar a poeira do meu coração
eliminar os resíduos incrustados...
refazer-me de toda essa enorme aflição
que deixa os versos meus desanimados


Quero me consentir ser e estar 
Voar ou nadar – fechar ou abrir 
seguir em frente no amar e amar
pois deste verbo, não vou desistir 


Quero inventar outras luas
para iluminar o nosso existir 
- brisa, sol, folhas e ruas - 


Quero de novo sentir
e sermos em brasa e cores cruas;
quero suas coxas nuas, meu elixir 


Diná Fernandes, Lena Ferreira, André Anlub & Bia Cunha

SINA DE PALHAÇO


O espelho inverte o sorriso do palhaço
ora alegre, ora fora do foco 
Sempre sorrindo, acha que é de aço
ele permanece na lida, ainda em destroços.


Achando graça da imagem distorcida
brinca com as tantas lágrimas que caem 
e rolam por entre aspirações percebidas
em prantos de almas que desmoronam...


A sina do palhaço é criar uma felicidade
que ultrapasse a dor da alma ferida
Inda que seu sofrer seja verdade
o gargalhar é a cena preferida. 


Finge o sofrer que lhe fragmenta,
Disfarça-o com cores berrantes.
Vendo a vida em câmera lenta
sopra a morte por um instante... 


Mas um olhar criança lhe alimenta
envolvendo-o em seus sonhos distantes 
até que seu peito não mais aguenta
e explode num soluçar constante... 


AUTORES:


Bia Cunha, Angela Chagas,
Lena Ferreira, Marisa Schmidt
Cleusa Sotsab, Gustavo Drummond & Telma Moreira



SARAVÁ!


Vou lá... Compor minhas notas
poéticas, sem métricas. De paz... 
quiçá, bem ritmadas em orlas dispostas, 
em oceano em dó, que me refaz ...


Com um otimismo ímpar,
transbordando de satisfação 
eu tento abordar e elaborar,
as notas que compõe a paz do coração .


Sinto a pureza banhar-me de suor.
com pura salinidade do mar.
Ouço as ondas ecoando do si ao dó,
o Poetinha canta e eu danço. Saravá !


E o sentimento emana em meu peito,
tal qual a cadência da canção, 
uma reprodução do sentir no leito,
na pele e n’ alma a mais profunda emoção .


A melodia flui tal qual mar na areia se derramando,
tocando os pés, as preces, o samba e o coração. 
Em conjunto com um mundo absolutamente insano,
filha da verve, irmã da imaginação...!


Saravá!






Bia Cunha, Angela Chagas, André Anlub e Diná Fernandes

MEDITAÇÃO


Nem sempre o que eu posso é devido
preciso estar atenta aos sinais 
Nada na vida é total desconhecido,
os códigos são verídicos, e não banais. 


Algumas vezes, por ato desmedido
colhemos desventuras, muitos ais 
pois tudo que eu vivo é sentido,
intenso e não vou esquecer jamais! 


Levarei um viver descontraído
buscando equilíbrio, encontrarei a paz 
em qualquer situação eu acredito
estarei envolvida em algo mais... 


Pois agora, no que posso, medito
se é correto ou se me será mordaz 
Que eu receba por mérito
O que me seja eficaz... !


Lena Ferreira, Ana Luiza, Angela Chagas & Diná Fernandes

sexta-feira, 27 de julho de 2012

TURBILHÃO





São cacos, sim. Cacos
que brilham ao chão 
Turbilhão, tubarão
Caçadores de mim 

A vaidade não me impele
Minha idade, um querubim 
Em sonhos me revele
voar para além do fim 

São sonhos, sim. Sonhos
que navegam pra fora da escuridão 
Intenso e extenso, em puro lume
Vagalumes risonhos 

Levo no meu cajado rebanhos
Permito-me à imaginação 
semeio contos, romances e ilusão
e colho estrelas com brilhos tantos 

Constelo um novo céu
que na retina se refaz
Volto então ao turbilhão
Aos anjos e luzes 

No papel o fel da plenitude
Vasto na embriaguez ao léu 
Abro mares intensos, 
correm todos os eus, escarcéu 

arranha-céu de folhas desnudas,
regadas de tinta e sal 
Novamente os cacos e sonhos
cruzam minha incerta estrada 

O perdão de fala abrupta
Sinceridade exposta nessa caminhada 
Assento em calmaria a brasa
para aquecer o frio, a queda, toda jornada 

Substituo frases, texto e poemas
por silêncio, mantra e um sorriso 
Acompanhada de mim sigo
encerrando aqui o turbilhão de teoremas 


André Anlub e Bia Cunha

quinta-feira, 26 de julho de 2012

CONTEMPLAÇÃO




O tempo, implacável, não espera;
eu espero, sempre um novo tempo
com ares novos, outra atmosfera... 

Conto os dias em que a primavera
me trará seu perfume com o vento
enquanto isso, minha alma pondera...

Me encanto com o infinito e contemplo 

a natureza,  dando o seu exemplo. 

Cleusa Sostab & Lena Ferreira